Relações Públicas Governamentais não é reconhecido no Mistérios Brasileiros.
Por Bruna Paiva
“A profissão de Relações Públicas ainda é pouco conhecida, e, reconhecida nos Ministérios da República, sendo, muitas vezes, limitada a apenas algumas de suas atividades, como o Cerimonial e eventos, quando não desvirtuada e exercida por outras áreas da comunicação” é o que afirma uma pesquisa realizada em 2002 pelo Centro Universitário de Brasília, o UniCEUB, a respeito do mercado de trabalho de relações Públicas nos Ministérios Públicos Brasileiros.A premissa da pesquisa baseia - se em que as atividades do Relações Públicas é apenas subutilizada, ou seja, os objetivos específicos de análise, percepção, estratégias e instrumentos que são particulares do profissional da área são minimizados a realização de eventos e cerimoniais, que se encaixam no estereotipo da profissão. Por isso, muitos RPs que possuem cargos em Ministérios são subordinados a profissionais de outras áreas ou outros setores da Área de Comunicação que realizam e comandam as atividades próprias do Relações Públicas no processo da comunicação.Algumas exceções ocorrem nos Ministérios que sofreram recentemente uma espécie de reciclagem. Nesses existe maior conhecimento da área e sua importância para as organizações, consequentemente procura-se por profissionais gabaritados para exercerem suas respectivas funções. A função e conhecimento das Relações Públicas Governamentais são relativamente novos no Brasil, quando não deturpados em virtude do estigma obtido na época do Regime Militar, quando a carreira surgiu no país. Nos dias atuais o trabalho de R.P. é de grande importância para a incessante luta pela democracia, objetivando uma comunicação de duas mãos com os cidadãos, informando-os e mantendo-os participativos e integrados na sociedade. Infelizmente, contrapondo esse quadro, a contratação na área não é significante, assim como a sua demanda e na há planos estratégicos de comunicação ou implantação de projetos que de alguma forma sane esse abismo comunicacional. Mesmo depois de alguns anos da criação da AERP, a Agência Experimental de Relações Públicas, que se propunha a abrir um canal de comunicação entre governantes e governados ao integrar todo o sistema político para a execução do projeto governamental, a profissão continua desvalorizada na área Governamental. Segundo levantamento da pesquisa são aproximadamente 500 profissionais na área de Comunicação Social, aparentemente um grande esforço do Governo para estabelecer um forte elo de comunicação. Porém, a realidade de Relações Públicas, ao contrario de Jornalismo e Publicidade, é de subestimação de suas atividades dentro da maioria dos Ministérios, restringindo - se a eventos e cerimoniais.A inexistência de uma preocupação com o exercício profissional de Relações Públicas vai desde a falta de infra-estrutura pela indisponibilidade de espaço físico até a pura desconsideração pela profissão, como afirmou a jornalista Vera Canfran, da Assessoria de Imprensa do Ministério da Integração: "Relações públicas pode ser feito por qualquer um". Apesar de a comunicação ser tratada, via de regra, como estratégica para a maioria dos Ministérios, poucos reconhecem de fato a profissão ou as atividades, como relevantes ao bem estar e funcionamento dos órgãos públicos.